expcelso

Celso Pinheiro

 

Gilbués


 

Gilbués! Gilbués! Ó terra alvissareira,

Como uma flor sonhando aos ósculos do clima!

Que ternura, que amor, que glória é que te anima,

Ó soberba porção da Pátria Brasileira?...

 

Foi aqui que passou a sílfide primeira,

Esfolhando, a contar, o bogari da Rima,

E a Santa Primavera, em coleios de esgrima,

Semeou graças, perdões e alou-se feiticeira...

 

Ó doce Gilbués de Serras e Malhadas,

As blandícias de um céu de seda e de veludo,

Como um desdobramento eterno de Alvoradas!

 

Que pena eu te avistar sob a angustura louca

Da Mágoa que me põe no inferno deste entrudo:

-Fel no coração, fel nos olhos, fel na boca!...

 

IN Poesias - 1939

De Pelo Sertão