\n'; document.write(barra); } } changePage();
Parte III
|
Vou à parede e examino o retrato, irresponsável-amarelo-acinzentado-testemunha. Meus olhos não se abrem e mesmo assim o vejo. E mesmo assim te vejo, ó menino, encostado à palmeira de tua praça e sem querer sair. E mesmo assim te penso dique, desolação de seca na caatinga, noite de insônia, canção antiga ao pé do berço, prata fósforo queimado poço interminável, seco. Ouço teu sorriso e te obedeço. Eu que desaprendi a preparação do sorriso e não o consigo mais. Estou preso a ti, ainda agora, apesar do cabelo escurecido, as mãos maiores e mais magras e um súbito medo de morrer, amor à vida, tolo. tenho preso a ti a palavra primeira e o primeiro gesto de enxergar o espelho: ouço-te, sou mais desgosto em mim, imcompreensível. À tua ordem decido não envergonhar-me de existir nesta forma disforme e de osso carne algumas coisas químicas e uma vontade de estar sempre longe, visitando países absurdos.
Não posso envergonhar-me de ser homem. tenho um menino em mim que me observa e ele tem nos olhos (qual a cor?) todas as manhãs e tardes e manhãs com sol e chuva e eu menino, que me alumiava.
Tenho um menino em mim e ele é que me tem: por isso a corcunda precoce e os olhos banzos: tenho o corpo voltado à sua procura e meu olhar apenas toca, e leve, a exata matriz da calça molhada em festa vespertina da bexiga.
|